09

ago

2010

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Instituto Avon recebe prêmio pela campanha “Fale Sem Medo”

Postado por Instituto Avon em Geral

Uma das missões da campanha Fale sem Medo – Não à Violência Doméstica, lançada em 2008 pelo Instituto, é fazer com cada vez mais pessoas conheçam e saibam como a Lei Maria da Penha deve ser aplicada.

Às vésperas do quarto aniversário da lei, a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) premiou as cinco melhores iniciativas que a colocaram em destaque no cenário nacional.

A advogada Leila Linhares Barsted, o Instituto Avon, o Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher da Universidade Federal de Minas Gerais (Nepem – UFMG), a Secretaria de Estado de Política para as Mulheres e Promoção da Igualdade Racial de Goiás (Semira) e a jornalista Elen Almeidah são os vencedores da primeira edição do Prêmio “Boas Práticas na Aplicação, Divulgação ou Implementação da Lei Maria da Penha”, divulgados nesta terça-feira, pela SPM. A premiação honrosa foi para Maria da Penha, farmacêutica cuja luta deu nome à legislação.

O prêmio foi criado para divulgar as práticas e experiências bem sucedidas na implementação da Lei, seja por meio de ações que contribuem para o seu fortalecimento ou como forma de incentivar a sua correta aplicação. Participaram da cerimônia, as ministras Nilcéa Freire, da SPM, e Isabella Teixeira, do Meio Ambiente, a conselheira do Conselho Nacional de Justiça, Morgana Richa, a presidente do Fórum Nacional de Juízes de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, Adriana Ramos, Lírio Cipriani, diretor executivo do Instituto Avon dentre outras autoridades.

Contemplado na categoria “Idealização ou realização da campanha”, o Instituto Avon foi premiado devido a suas ações com a “Fale sem Medo – Não à violência doméstica”. A campanha foi lançada no país em 2008 e tem sido instrumento valioso de conscientização da sociedade sobre a necessidade de mudanças de paradigmas culturais e comportamentais para a promoção da paz no ambiente familiar, por meio do exercício do respeito, do diálogo e do conhecimento das causas que promovem estes efeitos, que envolvem principalmente a mulher.
“Esse prêmio é resultado de um trabalho que tem sido feito em conjunto com as mais de 1,1 milhão de revendedoras autônomas Avon. É o engajamento e comprometimento delas em vender os produtos Pulseira, Gargantilha e Anel da Atitude, em levar informações valiosas a outros milhões de mulheres, em divulgar o número 180 e em colocar o tema da violência doméstica em pauta, sem medo, tornando a nossa campanha algo tão expressivo e forte. Digno de receber esse prêmio”, comemora Lírio Cipriani, diretor executivo do Instituto Avon. “Isto tudo ajuda a mudar a maneira como vemos a questão, ampliando o repertório de como podemos fazer, juntos, para transformar esta triste realidade.”
Um dos benefícios alcançados na aplicação, divulgação ou implementação da Lei Maria da Penha é a parceria entre Instituto Avon e UNIFEM (Fundo das Nações Unidas para o Desenvolvimento das Mulheres). Em função dessa parceria, serão criados dois portais direcionados a públicos estratégicos na prevenção da violência contra as mulheres: um para jovens de 15 a 18 anos e outro para operadores e operadoras do Direito (advogados, delegados, promotores, defensores públicos e juízes), envolvidos em toda a cadeia de atendimento à pessoa envolvida com a violência. A criação dos portais visa reverter os comportamentos decorrentes da permissividade e impunidade com relação à violência doméstica e familiar contra as mulheres.

Lei Maria da Penha – Sancionada em 7 de agosto de 2006, a Lei 11.340/2006, leva o nome da farmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes, que ficou paraplégica em função de agressões sucessivas de um marido violento.  A Lei representa avanço na promoção dos direitos fundamentais, na tutela dos direitos das mulheres que sofrem com a violência doméstica. Nestes quatro anos, a Lei avançou significativamente no combate à violência contra a mulher, com medidas como aumento do tempo de prisão dos agressores, eliminação do pagamento de cestas básicas como forma de punição. Outra medida importante com a edição da lei é o fato de que o agressor pode  ter acesso a espaços de reeducação ou, em casos extremos de violência, ser preso em flagrante ou ter sua prisão preventiva decretada.

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comentários (6)
  • Bom dia!

    Gostaria que a linha Espiral (porta sabonete, escova de dente, saboneteira) fosse na cor transparente tivesse mais cores. Ex na cor preta.

    por Luciana Leonardi em ago 10, 2010 - 10:49 hs

  • Tenho certeza de que com a ajuda e o incentivo do instituto avon,para dizer não a violência doméstica em suas campanhas, já é com muita certeza uma grande ajuda para todas mulheres, que sofrem com esse mau do século, rezarei sempre para que Deus continue iluminando e protegendo esse maravilhoso projeto.

    por Géssica Farias Lopes De Borba em ago 24, 2010 - 22:52 hs

  • Tudo isso é muito bonito, mas a realidade ainda é outra… sei porque estou vivendo essa realidade e até agora só contatei que a justiça é lenta e prevalece o agressor. vergonhoso…

    por Anna Terra em set 18, 2010 - 01:54 hs

  • depois que comecei a participar do curso maria maria fiquei conhecendo mais o direito da mulher para mim esta sendo muito impotante. Para se comunicar com as amigas que passa, por esses poblemas.

    por lesliane em set 27, 2010 - 01:19 hs

  • Boa tarde,a iniciativa da avon, é valida,mas confesso q estou muito desacreditada,passo por essa situação,e ajustiça não é feita,é muito lenta,eatão esperando a morte chegar até mim,para depois agirem.Já tive uma audiencia e estou para a 2ª ele não é réu primario e continua solto fazendo da minha vida um inferno,peço a Deus q seje feita justiça,q ele não fique em pune como vemos acontecer em alguns casos,mas não vou desistir,peço q me ajudem de alguam forma,sofri agreções fisicas e verbais,ameaças de morte,e nada foi feito,preciso acreditar q isso um dia vai acabar, e terei minha paz novamente.Parabens pela iniciativa,pois se cada um fizer a sua parte, boa parte das injustiças terá fim.Q todos nós possamos ter um excelente ano de 2011.

    por cristiane soares fernandes em dez 31, 2010 - 19:30 hs

  • A cerca de trinta anos minha família passa por essa situação e a polícia que deveria agir, simplesmente assiste a tudo, enquanto o agressor permanece impune…. Estamos de mãos atadas e sem ter para quem pedir ajuda; a situação se agrava a cada dia que passa e a impunidade nos indigna.Até quando? É o que me pergunto. Será que isso só terá fim quando ele conseguir matar alguém? Continuamos na luta na convicção e esperança de que dias melhores virão e que novas atitudes poderão e serão tomadas para mudar esta realidade.

    por Thania em mar 25, 2011 - 17:52 hs

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