Estatísticas Sobre o Câncer de Mama
Mais de 25 milhões de pessoas sofrem de algum tipo de câncer, uma das doenças que mais matam em todo o mundo. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), as estatísticas mundiais mostram que, em 2000, houve 5,3 milhões de novos casos em homens e 4,7 milhões em mulheres. As taxas de câncer de mama duplicaram no mundo todo nos últimos 30 anos.
Mais de 11 milhões de pessoas são diagnosticados com câncer de mama a cada ano. Estima-se que haverá 16 milhões de casos novos em 2020, segundo a Sociedade Americana de Cancerologia.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nas décadas de 60 e 70 registrou-se um aumento de 10 vezes nas taxas de incidência. Ela continua aumentando, mas esse fenômeno pode ter como causa a falta de uma maior mobilização da população para realizar exames preventivos, ou até um crescimento demográfico maior do que o estimado.
A incidência de câncer de mama no Brasil
Estimativa das taxas de incidência do câncer de mama por 100.000 mulheres no Brasil, 2005.
No Brasil, o câncer de mama é o câncer que mais causa morte entre as mulheres. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a estimativa de mortalidade por câncer de mama para o ano de 2006 é de 10 mil casos, com um risco estimado de 52 casos a cada 100 mil mulheres.
Na região Sudeste, o câncer de mama é o mais incidente entre as mulheres com um risco estimado de 71 casos novos por 100 mil. Sem considerar os tumores de pele não melanoma, este tipo de câncer também é o mais freqüente nas mulheres das regiões Sul (69/100 mil), Centro-Oeste (38/100 mil) e Nordeste (27/100 mil). Na região Norte é o segundo tumor mais incidente (15/100 mil).
2. Os Sintomas e os Riscos
O câncer de mama não dá sinal de existência nos estágios iniciais de desenvolvimento. A aparência externa dos seios continua igual, não há dores, e nenhum tipo de mal-estar. Nesse momento, só mesmo os exames clínicos e a mamografia podem indicar o problema. Numa fase bem inicial, a chance de cura chega a 98%. Por isso que é tão importante promover a detecção precoce.
Os sinais mais evidentes da doença surgem um pouco mais tarde, quando o nódulo aumenta de tamanho. Se você ou alguém que conhece apresentar algum dos sinais descritos abaixo, é hora de procurar um médico imediatamente. Mas lembre-se: nem sempre esses sinais são prova de que se trata realmente de um câncer. O diagnóstico seguro e final só poderá ser dado pelo médico, com base em diversos exames.
PRINCIPAIS SINAIS E SINTOMAS
- Aparecimento de caroço que não desaparece após o início do ciclo menstrual, ou de caroço antigo que começa a crescer ou a se modificar.
- Abaulamento (arqueamento, curvatura) da pele da mama.
- Alteração no formato da mama
- Secreção espontânea e persistente em um dos seios sanguinolenta ou transparente.
- Aumento no tamanho da mama, incluindo inchaço, vermelhidão, descamação da pele.
- Mamilo (bico do seio) invertido, com aparência de que foi escavado.
- Pele da mama escamada ou com aparência de casca de laranja.
- Dor localizada no seio, com duração maior que um período pré- menstrual
- Infecção da pele que não desaparece com antibióticos, ou eczema (coceira e descamação) que continua inteiro mesmo com o uso de creme a base de corticóide.
FATORES DE RISCO
Infelizmente, toda mulher está sujeita a ter câncer de mama, ainda que apresente uma saúde ótima e não tenha se exposto a situações que podem aumentar o risco. Lembre-se de que todos esses fatores de risco dependem muito da idade, do histórico familiar e das condições individuais de cada pessoa. Por isso, os exames periódicos, que podem levar a uma detecção precoce, são a melhor arma para aumentar as chances de cura.
Como se sabe, fatores hormonais podem estar associados ao aumento de risco do câncer de mama. Por isso, a prescrição de terapia hormonal após a menopausa deve ter, sempre, a relação risco – benefício bem avaliada.
Outros fatores de risco, comuns a outros tipos de câncer também estão associados ao câncer de mama como a obesidade pós-menopausa e exposição à radiação ionizante, principalmente durante a juventude.
Vale lembrar que os fatores de risco podem ser encontrados também no ambiente físico, ser herdados (fatores genéticos) ou representar hábitos ou costumes próprios de um determinado ambiente social e cultural, como por exemplo, o alto consumo de álcool ou alimentos ricos em gorduras.
(Fonte: Instituto Nacional de Câncer)
3. Os Tratamentos para o Câncer de Mama
Quando descoberto nos estágios iniciais, o câncer de mama tem chances muito altas de ser curado. Mesmo em fases mais avançadas, sempre há a possibilidade de aumentar a sobrevida da mulher escolhendo-se o tratamento correto para o caso.
Como os avanços tecnológicos nessa área aumentam o cada dia, é muito importante conhecer as formas modernas de tratar a doença, para não se deixar impressionar por mitos. Seja qual for o tratamento, mais ou menos agressivo, com mais ou menos efeito colateral, ele só pode ajudar. Aquela conversa de que “o tratamento é pior que a doença” não faz sentido, porque a vida vale muito mais que situações temporárias de mal-estar ou perda de fios de cabelo. Lembre-se: todo tratamento é muito mais eficaz quando a pessoa que se submete a ele decide realmente superar a doença.
CIRURGIA
Há dois tipos principais de intervenção cirúrgica para tratar o câncer de mama. Cabe ao especialista decidir qual a melhor para cada caso, com base em diversos fatores, como o tamanho do tumor. Basicamente, essas cirurgias retiram, em maior ou menor grau, uma parte da mama. Depois dessa operação, sempre há a possibilidade de se reconstruir a mama total ou parcialmente, por meio de processos cirúrgicos atuais.
MASTECTOMIA
É a forma mais antiga de cirurgia para tratar a doença. Por meio dela, é retirada a mama inteira, com ou sem o músculo peitoral menor. Essa intervenção costuma ser complementada com a extração dos gânglios linfáticos (linfonodos) da axila que fica do lado da região afetada pelo câncer. Esses linfonodos retirados são submetidos a um exame profundo para se constatar se foram ou não afetados pela doença.
QUADRANTECTOMIA
Nesse caso, apenas uma parte da mama é retirada, como se fosse uma fatia de pizza. Esse tipo de cirurgia precisa ser complementada com o tratamento de radioterapia. Como na mastectomia, costuma ser seguida pela retirada dos gânglios linfáticos, caso após a realização da técnica do linfonodo sentinela (primeiro linfonodo acometido) se mostrar positivo.
SETORECTOMIA
Esse procedimento é utilizado quando o câncer está bem localizado, chamado in situ no local, denominado in situ (estadiamento muito precoce). Retira-se apenas a região acometida e uma pequena margem de segurança. Não é necessária a retirada dos linfonodos axilares.
4. Importância da Detecção Precoce
Não existe forma de se evitar o câncer de mama, mas é possível diminuir os índices de mortalidade pela doença. A chave é a detecção precoce, pois quando a doença é diagnosticada em estágio bem inicial a chance de cura e de não-reincidência nos próximos cinco anos chega a 98%.
Promover a detecção precoce é incentivar o auto-exame, o exame clínico de mamas e a mamografia, formas complementares de diagnosticar a doença e iniciar o tratamento rapidamente. A rotina de exames de toda mulher deve incluir esses exames, de acordo com a idade, o histórico familiar e o perfil de saúde.
O AUTO-EXAME
A partir dos 20 anos toda mulher precisa começar a trocar idéia sobre o auto-exame com o ginecologista. Esse profissional é o mais capacitado para dar orientações sobre como avaliar a própria mama, por meio de um procedimento que pode ser feito pela própria mulher. Porém, o auto-exame não substitui o exame realizado por profissional de saúde (médico ou enfermeiro) qualificado para essa atividade.
O EXAME CLÍNICO
Mulheres com idade entre 20 e 30 anos devem submeter-se ao exame clínico das mamas pelo menos uma vez a cada três anos. Para as com 40 ou mais, a periodicidade diminui para um ano.
O médico irá, primeiramente, avaliar mudanças em tamanho e forma nos seus seios. Usando a ponta dos dedos, ele irá procurar por nódulos nas mamas e nas axilas e irá observar também a textura e a forma. Quando realizado por um médico ou enfermeira treinados, o exame clínico pode detectar tumor de até um centímetro, se superficial.
A MAMOGRAFIA
A partir dos 40 anos a mulher já deve começar a fazer uma mamografia por ano ou pelo menos a cada dois anos. Esse é um exame da raio X capaz de detectar pequenos nódulos dois anos antes de serem percebidos no auto-exame. A mamografia ainda é o melhor método para detectar o câncer de mama.
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