Avon Contra o Câncer de Mama

Ampliar a percepção das pessoas sobre a efetividade da mamografia e do exame clínico das mamas na detecção precoce é uma das missões do Instituto Avon. Esclarecer, divulgar informações relevantes, conscientizar homens e mulheres em relação à doença são a melhor forma de prevenção coletiva da doença. Para que o câncer seja diagnosticado em estágio inicial, o Instituto Avon atua em duas frentes: na produção de materiais informativos de alta relevância – sejam pesquisas de âmbito nacional, sejam os fôlderes distribuídos durante as mobilizações de Outubro – e na busca dos melhores parceiros para a construção de Centros de Prevenção do Câncer de Mama.

Ao se unir a renomados hospitais universitários, fundações e faculdades de medicina, o Instituto Avon espera universalizar o atendimento qualificado a pacientes do SUS, contribuindo para que elas tenham acesso a diagnósticos e tratamentos mais rápidos e precisos. O objetivo de detectar a doença no estágio inicial é diminuir a mortalidade por câncer de mama entre as mulheres,

Os contornos da doença

O câncer de mama, o mais comum entre as mulheres, responde por 22% dos novos casos que aparecem todos os anos, estima o Instituto Nacional do Câncer (INCA, site www.inca.gov.br). Quanto mais cedo ele é diagnosticado maiores as chances de sobrevivência da paciente. Por isso, o Instituto Avon investe em projetos e ações que priorizem a detecção precoce. No Brasil, as taxas de mortalidade elevadas se devem ao diagnóstico tardio: quase 12 mil mulheres morrem todos os anos porque em 60% dos casos o câncer é detectado em estágios avançados.

Estimativa de novos casos: 52.680 (2012)

Número de mortes: 12.098, sendo 11.969 mulheres e 129 homens (2008)

Há uma correlação direta entre tamanho do tumor e sobrevida: quanto menor o tumor, maior a sobrevida da mulher. De acordo com a mastologista Rita Dardes, diretora-médica do Instituto Avon, num câncer em estágio inicial a mulher tem possibilidade de preservar sua mama, fazendo uma retirada parcial associada à radioterapia. Se o tumor for percebido em estágio avançado, sempre haverá cirurgia e quimioterapia – e, em alguns casos, também radioterapia.

Detecção precoce poupa vidas

Assim que se instala no organismo, o câncer de mama não dá pistas de sua existência: não há dores, nem mal-estar, nem sinais diferentes na aparência externa dos seios. Só mesmo exames preventivos podem detectá-lo logo no início, quando há mais de 90% de chances de recuperação plena. Os sinais mais evidentes surgem um pouco mais tarde, quando o nódulo aumenta de tamanho. No entanto, um diagnóstico seguro só pode ser dado pelo médico, com base em diversos exames.

Aliados da mulher

O importante papel do médico na prevenção e no tratamento da doença foi um dos achados da pesquisa Instituto Avon/Data Popular: Percepções sobre o Câncer de Mama – Quem são os aliados da mulher? (ativar o link) lançada em outubro de 2012. Ela entrevistou mais de 1.700 pessoas em todo o país, com o objetivo de detectar a simbologia relacionada à doença, o conhecimento sobre câncer de mama, além de hábitos relacionados à prevenção. Além do médico, a pesquisa demonstrou a importância da família tanto na prevenção quanto na superação da doença. Ela também alcançou novo patamar de compreensão, ao incluir na amostragem um grupo de mulheres que tem ou já teve câncer.

Os resultados sugerem que o ginecologista pode ser o grande aliado na detecção precoce da doença, já que é o médico que as mulheres frequentam com maior regularidade (94% das entrevistadas sem histórico da doença declararam já ter ido). Para 76% das entrevistadas, a indicação médica seria a principal razão que as levariam a fazer a mamografia. A pesquisa revelou, no entanto, que nem todas as mulheres que passam pelo especialista têm o exame clínico (o apalpamento) de mamas realizado: 28% foram ao ginecologista sem nunca ter feito o exame. O percentual é maior entre aquelas que não possuem convênio médico (33%).

O envolvimento da família também aparece como fator importante para estimular o cuidado com sua saúde. Para 78% das mulheres com histórico de câncer de mama, a família foi a primeira preocupação ao receberem o diagnóstico. Dentre as que nunca tiveram, 56% acreditam que só conseguiriam enfrentar a doença se tivessem certeza do apoio familiar.

Emoção e fatores hereditários

A pesquisa revela que fatores emocionais como tristeza, mágoa e rancor são citados como causas para a doença. Eles são apontados como os mais determinantes para 54% das mulheres com histórico de câncer de mama e ocupam o segundo lugar entre as que não vivenciaram a doença.

A hereditariedade é considerada, por esse último grupo, como a causa mais determinante para a doença – citada por 85% das mulheres. “Isso revela desinformação, já que somente de 5 a 10% dos cânceres são hereditários, ou seja, ocorrem por histórico familiar ou mutação genética. Não há um único fator que leve ao câncer, ele se deve a um conjunto de fatores”, explica Rita Dardes, diretora médica do Instituto Avon.

Apesar do peso dado à hereditariedade, 68% das mulheres com histórico de câncer de mama na família e que nunca tiveram a doença não mostraram preocupação em mudar algum hábito por conta disso. Após o diagnóstico, entretanto, 89% das que têm ou tiveram câncer de mama mudaram seus hábitos.

Dentre as mulheres com histórico de câncer de mama, a primeira suspeita da doença surgiu após autoexame – mencionado por 38% das entrevistadas. A mamografia aparece em segundo lugar, citada por 30% das mulheres, indicando que a maioria ainda descobre o câncer de mama quando os tumores estão maiores e podem ser percebidos pelo toque.

Basta ser mulher

Na pesquisa anterior, realizada em 2010, também foram detectados comportamentos preocupantes. O estudo Instituto Avon/Ipsos Percepções sobre o Câncer de Mama (http://www.netpaper.com.br/pesquisaiavon) detectou que apenas 55% das brasileiras acreditam que podem desenvolver câncer de mama. Quando uma mulher acha que não corre esse risco, baixa a guarda em relação aos cuidados com a saúde e com a rotina de prevenção, essencial para o diagnóstico precoce.

“Para estar sujeita a desenvolver câncer de mama basta ser mulher – mesmo com uma saúde ótima e sem ter se exposto a situações que podem aumentar os riscos de se ter a doença”, alerta a mastologista Rita Dardes. Alguns riscos estão relacionados a fatores hormonais e podem ser evitados: obesidade pós-menopausa, sedentarismo, consumo exagerado de álcool e de alimentos gordurosos , principalmente durante a juventude.

Mamografia e exame clínico

A rotina de prevenção deve incluir a mamografia e o exame clínico das mamas, de acordo com a idade, o histórico familiar e o perfil de saúde de cada pessoa. Mulheres com idades entre 20 e 30 anos devem se submeter ao exame clínico das mamas pelo menos uma vez a cada três anos. As com mais 40 anos devem fazê-lo todo ano. O exame das mamas feito pela própria mulher (autoexame) não substitui o que é feito pelo médico. O INCA não estimula o autoexame das mamas como método isolado de detecção precoce. O profissional qualificado consegue detectar tumores com a metade do tamanho dos percebidos pela mulher no autoexame.

A partir dos 40 anos, a mulher pode começar a fazer mamografia regularmente, sempre sob orientação médica. Daí a importância de passar por uma consulta com um ginecologista, pelo menos uma vez por ano. A mamografia é capaz de detectar pequenos nódulos dois anos antes de serem percebidos no autoexame. “Mamografia e exame clínico, juntos, são os procedimentos mais efetivos para a detecção precoce da doença”, afirma a mastologista Rita Dartes, diretora-médica do Instituto Avon.

A mulher também precisa estar ciente de que a incidência do câncer de mama aumenta significativamente entre as que têm entre os 50 e os 69 anos. Por isso, a partir dos 50 anos, os especialistas as idas ao médico não podem ser adiadas.

Como estratégia para a detecção precoce de tumores, a Organização Mundial de Saúde recomenda que mulheres, entre os 50 e os 69 anos, tenham acesso à mamografia a cada dois anos e, a partir dos 40, se submetam anualmente ao exame clínico das mamas.

A força das mobilizações

Todos os anos o Instituto Avon promove a campanha Avon Contra o Câncer de Mama, que ajuda a potencializar os efeitos do Outubro Rosa, movimento internacional de conscientização sobre a doença. Gerentes de setor e revendedores – a grande força motora da Avon – contam com o apoio logístico do Instituto Avon para fazer acontecer centenas de eventos por todo o Brasil.

Em 2012 foram cerca de 800 as mobilizações – o dobro de 2011 –, marca só alcançada graças à parceria estratégica com a Federação das Associações Filantrópicas pela Saúde da Mama (Femama, site http://www.femama.org.br), que conta com 57 entidades filiadas a serviço da causa. Em todo o Brasil, a campanha encontra parceiros dedicados, de secretarias de saúde a prefeituras, passando por ONGs, hospitais, associações comerciais e igrejas. São essas iniciativas que fortalecem e potencializam as mobilizações de outubro.

Centros de prevenção

O investimento em centros de prevenção é a principal estratégia da campanha permanente da Avon contra o câncer de mama. A empresa direciona o dinheiro arrecadado com a venda de produtos destinados à causa na ampliação da rede de serviços de atendimento a câncer de mama. O Instituto Avon investe em parcerias com hospitais reconhecidos por sua excelência na pesquisa e no tratamento da doença. Outro diferencial importante desses centros é que atendem pacientes do Sistema Único de Saúde. Já são quatro as unidades inauguradas:

1) Centro de Prevenção de Câncer de Mama Instituto Avon no Brasil dentro do complexo do Hospital de Câncer de Barretos (SP) – um dos mais modernos da América Latina. Inaugurado em dezembro de 2009. Em 2010, foi considerado o projeto de maior impacto na campanha de combate ao câncer de mama da América Latina por executivos que trabalham em todas as unidades da Avon na região.

2) Ambulatório de Mastologia Instituto Avon, que fica no Hospital Aristides Maltez, em Salvador (BA), estruturado com a doação no valor de R$ 1,7 milhão. Inaugurado em julho de 2010, atendeu até julho de 2012 mais de 10 mil mulheres, que tiveram o tempo de espera para exames reduzido de 70 para 20 dias. . Em maio de 2012, o hospital ganhou um novo Ambulatório de Câncer de Mama e Pelve. Com a ampliação dos serviços e a criação de mais três consultórios, o número de pacientes atendidos deve aumentar 30% – hoje são cerca de 50 mil ao ano, vindos de 400 municípios baianos.

3) Centro de Prevenção de Câncer de Mama HCPA - Instituto Avon, no Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS). Já foram entregues a Sala de Imagem Mamária. Até dezembro de 2012 estão previstas a finalização de mais duas etapas, que incluem a reforma do Ambulatório de Ginecologia e da sala de aula para capacitação de agentes comunitários, voluntários e grupos de pacientes e a reforma da sala de congelação. Foram investidos mais de R$ 2,7 milhões para melhorar o fluxo de atendimento, integrando diversas especialidades entre diagnóstico e tratamento. Inaugurado em dezembro sua meta é atender mais de 20 mil mulheres de 10 municípios gaúchos em 5 anos. Além disso, haverá diminuição do tempo para se receber o diagnóstico a partir dos exames e consultas (de 30 para 15 dias) e no tempo de espera para o início do tratamento (de 50 para 30 dias).

4) Centro de Referência em Saúde da Mulher, no Hospital Universitário de Jundiaí (SP). Parceria entre Instituto Avon e Fundação Dr. Jayme Rodrigues, responsável pela construção e o aparelhamento do Centro. A organização receberá cerca de R$ 1,5 milhão do Instituto Avon para investir no Centro, que deverá entrar em operação em 2013. A Faculdade de Medicina de Jundiaí e a Secretaria Municipal de Saúde também são parceiras do projeto, que acolherá mulheres usuárias do SUS de nove cidades da região. A capacidade de atendimento e de realização de mamografia deverá aumentar de 20% para 70% em até cinco anos. Atendimentos como pré-natal de alto risco, violência sexual, doenças ginecológicas e câncer de mama serão realizados com infra-estrutura de serviços maior, mais ágil e ainda mais qualificada, o que possibilitará diagnósticos precisos e mais ágeis.

O Instituto Avon já direcionou mais de R$ 30 milhões de reais para 78 projetos que beneficiaram mais de 2 milhões de mulheres em todo o país.Todos os projetos são financiados com dinheiro proveniente da venda de itens destinados à campanha, que a Avon estimula revendedores autônomos a divulgar e vender.

Graças ao esforço de todos eles e à colaboração dos consumidores desses produtos o Brasil está avançando no esclarecimento da população a respeito do câncer de mama e se destacando no atendimento e no tratamento da doença. A união de todos está contribuindo para que a saúde das brasileiras atinja um novo patamar de qualidade.

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